De híbridos e lendas se faz uma pintura

De híbridos e lendas se faz uma pintura

 

* Por Emerson Pontes

Era de chegar, fazer brilhar o olho e viver o ateliê.

A proposta das atividades de Expressão Plástica Infantil da Flitin era o convite para a experimentação do dia-a-dia, de âmbito caseiro, escolar, banal, etc.  Só que com cara de ateliê.

E eu proporcionava isso: vestia as crianças com aventais e dava um enorme pincel chato na mão de cada uma, com um olhar igual ao delas. Como de primeira vez.

#Metade-metade foi um fazer artístico que brincou com o fantasioso, com as figuras que têm metade bicho, metade gente. Eram alunos de escolas municipal e privada que pensavam a metade como quem divide uma maçã na hora do recreio. E íamos assim por uma hora, pintando uma parte; imaginando outra, a todo instante desse bidimensional.

Lenda do Século VI, #BaleiadeBrendan convidava a aportar na ilha que não era ilha. Era um mamífero gigante, gentil e sorridente! Nesta, crianças de todas as idades se alternavam diante do bichão, com muitas cores. Era de interferir e depois juntar de novo, como se pudéssemos dar vida nova à fera.

Passageiras fortunas da Arte-educação, o que sinto é satisfação em mostrar projetos junto aos públicos distintos que têm a haver com a história escrita da humanidade. É premeditado, ousado e pertinente, pensar atividades de Arte, como quem produz material didático ou planeja uma aula. Desta forma vê-se a criação de humanos sensíveis e mais dispostos a ser criativos. Das duas empreitadas fica a lição – que eu chamo de pintura colaborativa -, onde um ajuda o outro e se afeiçoa na promoção da obra de Arte.

Que venham as próximas atividades e mais curiosas crianças!

* Emerson Pontes participou da 2ª Fltin com as oficinas Metade-Metade e pintura gigante (olha, é a Baleia de Brendan!)

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